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Está na hora de mudar
Por Eugenio Mussak
Há duas palavras em nossa língua que são parecidas na fonética, mas opostas no signifi cado: adaptação e acomodação. Adaptação é o ajuste de um organismo ao meio ambiente. Já acomodação quer dizer estabilidade, equilíbrio, repouso. Quando aplicadas ao homem, nos damos conta que o acomodado está estável, não muda; enquanto o adaptado muda o tempo todo, para acompanhar o que acontece ao seu redor. No mundo corporativo identifi camos claramente esses dois espécimes. O acomodado busca segurança; o adaptado, desafi o. Até porque outra característica do adaptado, no mutante mundo em que vivemos, é participar das mudanças. Quando está tudo quieto ele gosta de promover um terremotozinho que vai obrigar os outros a se mexer — menos os acomodados, é claro.
O economista austríaco Joseph Schumpeter, grande inspirador do Peter Drucker, nos explicou que a empresa (qualquer uma) tem ciclos previsíveis. Depois de fundada ela cresce até determinado ponto, a partir do qual começa perder em desempenho econômico. Essa perda continua até um ponto em que a situação se torna insuportável. A partir daí a empresa entra em crise e tem dois caminhos: ou se reinventa ou fecha. Como a crise tira as pessoas da zona de conforto, estimula a criatividade e a inovação, a empresa tem uma chance. Já que é assim, ele propõe que a empresa crie uma crise artifi cial antes de chegar ao seu limite. Dessa forma ela estará sempre se reinventando e continuará crescendo. Bingo! Essa visão pode ser aplicada à vida profi ssional. Quem se acomoda, no mínimo, pára de avançar na carreira, abrindo espaço para quem vem atrás. Quem se adapta aos novos tempos manda no jogo.
E, quando as coisas no emprego não vão bem, há duas possibilidades: mudar de emprego ou mudar o emprego. A segunda opção signifi ca renovar o vínculo que você tem com seu trabalho, mudar o modelo mental, discutir a relação, digamos assim. Isso não signifi ca acomodar-se às péssimas condições de trabalho, e sim exercer seu poder de adaptação ativa, o que é um favor para a própria organização e para a sua carreira.
Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril. Todos os direitos reservados. Visite o site da revista: www.vocesa.com.br
Escrito por ESSA às 22h20
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O sucesso e Aristóteles
Por Eugenio Mussak
Quem busca o resultado, e não a excelência, corre o risco de ficar sem nada
Sucesso. Eis uma palavra difícil de ser definida. O que é sucesso para uma pessoa pode não ser para outra. A coisa se complica quando pensamos que sucesso é dinheiro, o que na maioria das vezes não é. Aliás, sucesso nem sequer é sinônimo de resultado. Sucesso é fazer bem-feito; resultado é conseqüência. Por isso, quando procuramos entender o sucesso, é melhor relacioná-lo com outra palavra: excelência. Quando alguém tem compromisso com a excelência, realiza seu trabalho com sucesso, o que o leva a alcançar os resultados desejados. Inclusive dinheiro. Felizmente encontramos profissionais preocupados com a excelência em todas as atividades. São pessoas de sucesso em seu trabalho. São respeitadas, admiradas e imitadas. Elas acertam no resultado porque miram na excelência. Mas esta não vem do nada, da simples intenção, é necessário que se adote uma estratégia. Aqui vai uma história para ilustrar melhor esse assunto: há muitos e muitos anos, um homem sábio, preocupado com o futuro de seu filho, lhe deu três conselhos: siga sua vocação, trabalhe em um local estimulante e administre suas finanças. E não é isso que, ainda hoje, os orientadores de carreira dizem para os jovens que estão iniciando? Pois é, estes, sem saber, estão repetindo Aristóteles. Quanto escreveu Ética a Nicômaco, o filósofo estava, pretensamente, escrevendo para seu filho e, nessa obra, encontramos as bases da excelência. Os três ingredientes citados se combinam para preparar o prato do sucesso, ainda que em doses diferentes, dependendo da etapa da vida. O início pode ser pela vocação, pelo ambiente ou pelos recursos, mas, no decorrer dos acontecimentos, a falta de um dos três compromete o conjunto.
"Busque o bem", disse o filósofo, "o bem é o exercício ativo das faculdades da alma de conformidade com a excelência". E ele esclareceu que o bem está nos menores atos, mas que todos estão conectados com um bem maior, que é a própria felicidade. A vida prática, diária, comum, impregnada de pequenos problemas, pode ser mais leve e agradável quando assumimos esse compromisso aristotélico: fazer o bem. Esta é a essência do sucesso. O resultado é uma mera questão de tempo. Não há razão para preocupações quando se assume compromisso com a excelência. Se por acaso você faz um trabalho que não lhe agrada, faça-o da melhor maneira possível, pois esta é a única garantia de que você não o fará para sempre, pois, com certeza, será conduzido a outras missões sequiosas de excelência. Não sabemos o que o filho de Aristóteles fez da vida, mas outro jovem que foi quase seu filho adotivo era Alexandre, o líder que conquistou praticamente todo o mundo conhecido antes de completar 30 anos.
Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril. Todos os direitos reservados. Visite o site da revista: www.vocesa.com.br
Escrito por ESSA às 22h04
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Consultor de Empresa Waldez Ludwig
http://br.youtube.com/watch?v=i94CNBLmtCU
Palestra sobre o Mercado de Trabalho.
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Escrito por ESSA às 21h47
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Charge Atualidade - As mudanças climáticas estão sendo agravadas pela ação antrópica a medida em que se deflagra o desmatamento, a poluição do ar e o crescimento do consumo exagerado.

Escrito por ESSA às 15h40
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Fernando Pessoa
Cancioneiro
Autopsicografia
O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm. E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama coração.
Escrito por ESSA às 15h19
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Qualidade de vida
Em revisão feita por Berguer e Mclnman (1993), conclui-se que a qualidade de vida é o resultado das condições subjetivas de um indivíduo nos vários subdomínios que acompanham a vida como, por exemplo, trabalho, vida social, saúde, humor, dentre outros. Os primeiros benefícios da atividade física são os psicológicos, como interação social, sentimento de realização e desligamento das preocupações. A atividade física influência diretamente a saúde física, no humor e indiretamente na vida social.
OKUMA (1997) acredita que a participação na atividade física é mais importante para o bem estar psicológico do que para um maior ganho de aptidão física. As mudanças que se operam neles, as novas conquistas, um novo modo de “estar no mundo” mostram que os efeitos desta atividade levam, especificamente, à mudanças especiais. Passar a viver novas experiências positivas, mais do que deixar de ter as negativas, é o fator fundamental para as pessoas perceberem a experiência da atividade física como algo significante em suas vidas.
A saúde não é mais definida como a ausência de doenças, muito menos de limitações. Adaptações e superação de dificuldades são as palavras-chaves na preservação da saúde em qualquer idade. Ter saúde é preservar a qualidade de vida, encarando as dificuldades físicas, emocionais e existenciais, cuidando delas e superando-as.
A Sociedade Internacional de Psicologia do Esporte( ISSP-1991) declara que a atividade física regular e controlada pode ter os seguintes benefícios psicológicos: redução do estado atual de ansiedade, redução do nível de depressão moderada, redução da instabilidade emocional e da ansiedade, redução dos vários sintomas de estresse e produção de efeitos emocionais positivos.
A atividade física é considerada um importante componente do estilo de vida saudável. Evidências científicas demonstram que a atividade física regular e de intensidade moderada promove substanciais benefícios para a saúde. As pessoas que participam regularmente de programas de atividade física, em contraste com pessoas sedentárias, desenvolve e mantêm níveis mais altos de condicionamento físico BLUMENTHAL et al, 1991; DONALD et al.,1998; TANAKA 1997; STEVEN,1990; ASCM, 1995; ACSM, 1998), além de menores riscos de adquirirem doenças crônicas tais como, doenças coronarianas (BLUMENTHAL et al, 1991; ASCM, 1995/1998), hipertensão (DONALD et al.,1998; NELSON e SEGUIM, 2003; ASCM, 1995; ACSM, 1998), diabete melitus não insulino dependente (NELSON e SEGUIM, 2003; ASCM, 1995; ACSM, 1998), osteoporose, (ROBERT et al, 1992; NELSON e SEGUIM, 2003; ASCM, 1995; ACSM, 1998), ansiedade e depressão (ISSP-1991; BERGUER; MCLNMAN,1993; NELSON e SEGUIM, 2003; ASCM, 1995; ACSM, 1998).
Adriana Fernandes de Farias
Escrito por ESSA às 15h15
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