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Cetec participa da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
| Divulgação | | | | Cetec de Portas Abertas - Multiplicando a Ciência, Tecnologia e a Inovação na Sociedade | | |
| BELO HORIZONTE (22/10/09) - A Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) realizou, nessa quarta (21) e nesta quinta-feira (22), seu primeiro “Cetec de Portas Abertas - Multiplicando a Ciência, Tecnologia e a Inovação na Sociedade”. A iniciativa, inserida dentro da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, teve como objetivo apresentar a estudantes e à sociedade quais são as pesquisas inovadoras que o Cetec tem desenvolvido além de levá-los a conhecer como é desenvolvido o trabalho no dia-a-dia de um centro de pesquisa.
Cerca de 1.500 alunos do ensino fundamental, médio e superior compareceram aos dois dias de evento. Eles tiveram a oportunidade de conhecer pesquisas das áreas de materiais, biologia e química, que foram apresentadas em estandes localizados no hall de entrada do Cetec. Além disso, visitaram os laboratórios de Emissões Veiculares, Biocombustível e o Entreposto de Resíduos Químicos. Dentre as instituições de ensino que participaram, estão o Colégio Santa Dorotéia, a Escola Estadual Presidente Dutra, Escola Estadual Técnico Industrial Professor Fontes, Newton Paiva, PUC MG, UFMG, Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), INED, Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais (Utramig) e Faculdade São Camilo.
O “Cetec de Portas Abertas” foi uma iniciativa possibilitada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O projeto foi aprovado no edital de Popularização da Ciência e Tecnologia (10/09). Diferentemente das versões anteriores, que beneficiavam apenas projetos de pesquisa, o Edital contemplou, neste ano, eventos científicos que fazem parte da Semana de Ciência e Tecnologia.
A programação foi encerrada pela cerimônia de premiação do 1º Encontro de Jovens Pesquisadores, realizado no Auditório Central. O Encontro foi realizado dentro da programação da 5ª Feira de Inovação Tecnológica (Inovatec) e foi um dos estandes que mais chamou a atenção dos visitantes.
Os vencedores do Prêmio Fiemg de Ensino Superior foram os seguintes:
- “Análise laboratorial do desaguamento do lodo residual de estação de tratamento de água por meio de geossintéticos”, do Cefet, com 288 pontos.
- “Desenvolvimento de um Projeto de uma Cadeira de Rodas com uma Rampa Acoplada”, do Centro Universitário do Sul de Minas, com 287 pontos.
- “Almanaque da Biodiversidade Oculta nas águas das veredas”, da UFMG, com 286 pontos.
Já os vencedores do Prêmio Fumec Ensino médio são:
- “Fossa Séptica Biodigestora com Sistema de Irrigação Automático”, da Fundação Helena Antipoff - Escola Estadual Sandoval Soares de Azevedo, com 294 pontos.
- “Casa Energeticamente Correta”, do INED, com 292 pontos.
- Empate entre “Construção de um glossário técnico para adequação da linguagem instrumental em Libras para o ensino de desenho arquitetônico”, do Cefet e “Dispositivo Eletrônico para avaliação da resistência à compreensão do concreto no estado plástico”, também do Cefet, com 286 pontos cada um.
Os alunos vencedores em primeiro lugar ganharam um notebook, uma medalha feita em aço inox colorido dourado e uma vaga de estágio no Cetec. Os segundos colocados ganharam uma calculadora HP12C e uma medalha feita em aço inox colorido prateado. Aqueles trabalhos que ficaram em terceiro ganharam um pen drive de 8gb e uma medalha feita em aço inox colorido na cor bronze.
As instituições cujos alunos foram vencedores receberam um troféu e um computador com impressora. E cada professor responsável por orientar os estudantes vitoriosos ganhou um curso no Sebrae.
O aluno Hugo Freitas, do terceiro ano do ensino médio da Fundação Helena Antipoff, disse que quando soube que o projeto do qual estava participando na Inovatec havia sido premiado, não conseguiu acreditar. “Para mim foi uma grande conquista. Foi muito bacana ver o nosso esforço recompensado. Acredito que ter participado desse evento só agregou boas experiências e nos estimulou a prosseguir”. A diretora de Ensino, Cleusa Amorim de Oliveira, disse que esse reconhecimento vai além dos prêmios ganhos pelos alunos e pela escola. “Isso dá credibilidade ao ensino público e aumenta a autoestima e o interesse dos alunos”, concluiu.
A professora Vera Lúcia de Souza e Lima, do Cefet, explicou que o interesse da sociedade pelos portadores de deficiência auditiva tem aumentado cada vez mais e que a premiação do trabalho de construção do glossário em Libras vem estimular os estudantes a prosseguirem tanto na carreira acadêmica quanto os encoraja a fazer faculdade. “A dificuldade está no fato de que o português acaba sendo a segunda língua deles. Há pouco conteúdo em Libras no ensino superior. Eles estão mostrando à sociedade que possuem capacidade, superando as dificuldades e conquistando os corações e mentes das pessoas. Nem era nossa intenção, mas o trabalho deles emocionou as pessoas que passaram pela Inovatec.”
Escrito por ESSA às 17h17
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Escrito por ESSA às 09h08
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PARTICIPAÇÃO11 problemas que atrapalham os adolescentes...... e o que os pais e os professores podem fazer para ajudá-los a estudar melhor
"Alguns adolescentes conseguem ter muitas atividades e ainda ir bem na escola, outros precisam de mais tempo para estudar" As notas do seu filho pioraram de uma hora para outra? De repente, ele pintou o cabelo de azul e ficou agressivo com os professores ou com colegas? Ele só quer saber de dormir quando chega em casa? Deixou os estudos de lado? Esses comportamentos podem ser mais comuns do que se pensa na adolescência, etapa do desenvolvimento caracterizada por muitas alterações físicas, mentais e sociais. "Nem sempre o adolescente está preparado para tanta mudança. Não tem as informações sobre si mesmo, nem sobre o mundo, na qualidade e na quantidade adequadas às suas necessidades de respostas, aos seus questionamentos", afirma Miguel Perosa, psicoterapeuta e professor da Faculdade de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Problemas familiares, festas, drogas e choque de gerações são fatores que, há algumas décadas, vem tornando essa fase da vida ainda mais complicada e contribuem para a dificuldade dos jovens em se concentrar na escola. E essa lista só tem aumentado. No século 21, a internet, o celular e o MP3 se somam aos antigos problemas. Com tanta coisa nova, o professor diante da lousa parece pouco interessante. Tudo isso contribui para que muitos jovens tenham problemas na hora de estudar. O resultado é um desempenho escolar ruim ou uma queda momentânea nas notas.
É sempre bom ter em mente, no entanto, que ter problemas nessa fase é normal. "Filhos muito normais também devem ser motivo de preocupação", alerta Lino de Macedo, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). "Não é normal ter as escolhas definidas demais nessa idade. Ter problemas e dúvidas faz parte do desenvolvimento."
Diante dessa situação, muitos pais e muitos professores ficam sem saber como agir com seus filhos adolescentes. Pensando nisso, entrevistamos psicólogos, educadores e coordenadores pedagógicos e listamos os principais problemas dos adolescentes na hora de estudar e o que fazer em cada caso para ajudá-los.
E MAIS Faça também o teste O comportamento do seu filho atrapalha o seu desempenho na escola?, desenvolvido pelo professor do Instituto de Psicologia da USP Lino de Macedo Para ler, clique nos itens abaixo:
- O bullying e o adolescente
- Uma pesquisa divulgada em fevereiro de 2009 pelo Núcleo de Análise do Comportamento da Universidade Federal do Paraná (UFPR) mostrou que 66% dos alunos do ensino fundamental e médio sofreram ou cometeram agressões contra seus colegas de escola nos seis meses anteriores ao levantamento. É o chamado bullying. "Nessa forma de brincadeira inadequada, só quem brinca tem prazer", explica Lino de Macedo, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).
Como a escola deve trabalhar?
A escola não pode se limitar a identificar e punir os alunos que praticam bullying. É preciso tratar o tema abertamente. "Os professores e os orientadores da escola têm de identificar o bullying no cotidiano. E, por meio de atividades em grupo, como vídeos, músicas e dramatizações, levar os jovens a refletir criticamente sobre as diferenças de cada um. Para que eles possam aprender a conviver, respeitando o outro, e a aceitar a própria individualidade", diz Lavínia Ximenes, psicóloga do Serviço de Orientação Educacional do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), de Recife.
O que a família pode fazer?
Se o seu filho é vitima ou pratica bullying, é importante buscar acompanhamento psicológico e tentar entender o que está causando o problema. Além disso, não deixe de comunicar à escola. "Um adolescente que tenha um comportamento passivo em relação a todas as suas relações (familiares, por exemplo) deve ser encaminhado para diagnóstico de um psicólogo", alerta Miguel Perosa, psicoterapeuta e professor da Faculdade de Psicologia da PUC-SP. No caso do jovem agressor, os pais precisam repensar a conduta da própria família."Se o filho se sente humilhado em casa, é provável que tenha a atitude de humilhar fora de casa", completa.
Para saber mais: Aprenda a identificar e combata o bullying - O celular e o adolescente
- É difícil encontrar um adolescente que não tenha celular hoje. Com o barateamento dos aparelhos, o telefone móvel, antes restrito aos pais, chegou aos jovens. Hoje, inclusive, ele é utilizado como uma forma de controlar à distância a rotina dos filhos. Mas é claro que os adolescentes adoram usar o celular também para outras finalidades: mandar mensagens, jogar, ouvir música e falar com os amigos. O resultado é que, muitas vezes, o celular acaba atrapalhando os estudos. Para evitar esse tipo de problema, os pais e a escola devem entrar em ação.
Escrito por ESSA às 09h06
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Como a escola deve trabalhar?
A escola deve proibir aparelhos ligados durante as aulas. Caso o aluno precise usar o telefone em alguma situação especial, isso deve ser combinado entre os pais do aluno e a coordenação do colégio. "Um celular que toca durante a aula desvia a atenção de toda a turma. O uso tem de ser proibido em sala de aula e a família do aluno tem de entender isso", diz José Carlos Alves de Souza, diretor do Colégio de Aplicação da UFPE, de Recife (PE).
O que a família pode fazer?
Opte por um aparelho pré-pago para o seu filho. É uma maneira de controlar a quantidade de tempo que ele fala e como ele usa o celular. "É preciso impor regras e limites. Os adolescentes precisam que os pais se comportem como adultos e não como amigos", afirma Adilson Garcia, um dos diretores do Colégio Vértice, em São Paulo (SP). Além disso, evite ligar enquanto ele estiver na escola. "Muitas vezes é a família que liga para o aluno durante a aula e não percebe que está atrapalhando", afirma José Carlos Alves de Souza
Para saber mais: Geração interativa: Pesquisa mostra que as crianças e os jovens brasileiros usam internet, celular, videogame e TV mais para brincar do que para estudar
- A internet e o adolescente
- A internet possui um acervo de informações gigantesco que pode ser muito bem utilizado pelos estudantes. São várias as possibilidades de aliar a rede ao aprendizado. Ao mesmo tempo, encontra-se no mundo virtual uma infinidade de práticas pouco construtivas e uma gama sem fim de conteúdo inadequado. Existe um risco enorme de o jovem gastar horas na rede apenas com bobagens. "Hoje, a internet compete com a motivação para o estudo", afirma Evely Boruchovitch, professora da Faculdade de Educação da Unicamp. Para que a internet seja uma ferramenta, ao invés de um obstáculo, é preciso orientar os adolescentes. Cabe aos pais e a escola esse papel.
Como a escola deve trabalhar?
A tecnologia toma muito tempo dos adolescentes, o que pode ser uma falha da própria escola. "Os colégios não ensinam os alunos a gerenciar o tempo", diz Evely Boruchovitch. Para o diretor do Colégio de Aplicação da UFPE, José Carlos Alves de Souza, a escola tem de ensinar aos alunos como aproveitar melhor a web. "A internet é um meio de informação muito veloz. Por isso, a maioria das informações é muito rasa, e os alunos não têm tempo para refletir sobre o que leem. Com a orientação de professores, a internet pode ser uma boa fonte de conhecimento", diz o diretor.
O que a família pode fazer?Os pais têm papel importante na hora de ajudar o filho a organizar o tempo de estudo e o tempo de usar o computador. Impor um limite de uma ou duas horas por dia é uma solução para evitar que seu filho passe o dia na internet . Para isso, é importante que o computador esteja em um lugar comum da casa. Evite também dar computadores portáteis ao seu filho. "Há alunos que levam o laptop para o banheiro enquanto fingem tomar banho", afirma Adilson Garcia, do Colégio Vértice.
Para saber mais: Geração interativa: Pesquisa mostra que as crianças e os jovens brasileiros usam internet, celular, videogame e TV mais para brincar do que para estudar - O sono e o adolescente
- Exercer uma atividade com sonolência é difícil. Por isso é importante cuidar para que o adolescente durma ao menos oito horas por dia. Ele não deve ficar acordado até tarde durante a semana. Não importa se estiver estudando, falando ao telefone ou navegando na internet. Precisa ter horário de ir para cama para aproveitar ao máximo a aula do dia seguinte. "Existem variações individuais, mas é recomendável que o adolescente durma entre seis e oito horas por noite", diz o hebiatra (pediatra especializado em adolescentes) Benito Lourenço, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Como a escola deve trabalhar?
Quando a escola percebe que um aluno tem dormido em sala de aula e vive cansado, deve procurar a família do jovem para uma conversa. Junto dos pais, é preciso tentar organizar a vida do estudante para que ele esteja mais disposto durante o período letivo. "O aluno tem de estar ativo e disposto na classe para aproveitar a aula. Professor não quer aluno que não aprende", diz José Carlos Alves de Souza, diretor do Colégio de Aplicação da UFPE.
O que a família pode fazer?
O primeiro passo é identificar o problema. Segundo o hebiatra Benito Lourenço, as causas mais comuns para a falta de sono dos adolescentes são as baladas e o uso do computador até muito tarde. Depois de identificado o que está fazendo com que seu filho durma pouco, é preciso agir. Se o jovem estiver saindo demais à noite, uma negociação costuma ser a melhor saída. Pais e filhos devem entrar em acordo para que as saídas noturnas só aconteçam em dias nos quais os adolescentes poderão dormir até mais tarde na manhã seguinte. Em casos de uso excessivo do computador, o ideal não é restringir o uso, mas ter algum tipo de controle. O computador deve ficar na sala ou em uma área comum da casa, como o escritório. De acordo com o hebiatra, também é importante que a família zele pela "higiene do sono". "A partir das 23 horas, tudo na casa tem de começar a ser desligado. Não dá para ligar a televisão nesse horário ou começar a conversar sobre as finanças da família. Essa é a hora em que a casa deve se preparar para o sono", recomenda Benito Lourenço.
Para saber mais: "Mãe, me deixa dormir": Ajude seu filho a espantar aquela preguiça que ele tem pela manhã e a render mais na escola - Os problemas familiares e o adolescente
- Ter problemas de relacionamento é absolutamente normal. Acontece nas melhores famílias. Pode ser uma separação, uma dificuldade financeira ou qualquer outra situação estressante. Mas quando esses problemas são descarregados nos filhos, a coisa muda de figura. O importante é que o adolescente não sofra pelos pais. "Os jovens não ficarão imunes aos problemas da família. No entanto, se não forem envolvidos nas questões que não dizem respeito especificamente a eles, existe uma boa chance de não serem muito prejudicados", diz Miguel Perosa, psicoterapeuta e professor da Faculdade de Psicologia da PUC-SP.
Como a escola deve trabalhar?
A escola tem o dever de entrar em ação quando percebe que o rendimento de algum aluno caiu muito, chamando a família para uma conversa, na tentativa de descobrir o que pode estar afetando o aprendizado do adolescente. "É normal que os alunos tenham problemas na escola quando os pais estão se separando, por exemplo. Mas tentamos mostrar para os pais que é possível tornar-se ex-marido ou ex-mulher, jamais ex-pai ou ex-mãe. Os adolescentes precisam de atenção e de acompanhamento", afirma Adilson Garcia, do Colégio Vértice, de São Paulo (SP).
O que a família pode fazer?
Evite descarregar os seus problemas graves nos jovens. Lembre-se que filho não é psicanalista, economista e nem especialista em relacionamento familiar. "As dificuldades que aparecerem podem ter seus efeitos nos filhos minimizados com uma boa conversa, com respeito e transparência, objetivando regras claras e compartilhadas", diz Miguel Perosa, psicoterapeuta e professor da Faculdade de Psicologia da PUC-SP. "Numa separação dos pais, por exemplo, é comum jogar no colo dos filhos a alternativa ou-você-me-ama-ou-ama-a-ele(a). Isso é muito prejudicial. É preciso que o filho saiba que continuará tendo pai e mãe. Dificuldades financeiras são condicionantes do estilo de vida da família. É preciso saber exatamente quanto se pode gastar e que isso fique claro para os filhos". Além disso, é importante continuar presente na vida dos filhos mesmo em seus momentos de dificuldades. "Ser pai ou mãe exige um pouco de sacrifício", diz Evely Boruchovitch, professora da Faculdade de Educação da Unicamp. - As baladas e o adolescente
- As festinhas do fim de semana podem facilmente tirar a concentração de um adolescente durante toda a semana. Em uma fase em que eles estão começando a sair com os amigos e a descobrir a sexualidade, esses eventos são aguardados com muita ansiedade. "Quando há uma festa de 15 anos, por exemplo, os alunos se desligam um mês antes e um mês depois", conta Adilson Garcia, do Colégio Vértice. Outros atrativos que podem desconcentrar um adolescente e prejudicar os estudos são viagens e campeonatos de futebol. Pensar muito nas coisas boas da vida faz com que o adolescente pense menos nos estudos. O resultado, claro, é uma queda no desempenho escolar.
Como a escola deve trabalhar?
As escolas costumam evitar interferências na rotina dos adolescentes, mas em reuniões pedagógicas devem conversar com os pais sobre o que é mais adequado para a faixa etária dos filhos e sugerir uma frequência para baladas durante a semana. "Orientamos os pais sobre os riscos das saídas à noite e os cuidados que devem ter ao permitir ou não que os filhos saiam", afirma Isabel Tremarin, coordenadora do Serviço de Orientação Educacional do Colégio Anchieta, de Porto Alegre (RS).
O que a família pode fazer?
Os pais dão o limite. "Os adolescentes precisam viver a juventude, mas os pais devem ajudar a dosar o lazer com o estudo", aconselha a educadora Evely Boruchovitch, da Unicamp. Nessas horas, negociar com seu filho é fundamental. A ideia é ensiná-lo a administrar as escolhas e até os pensamentos - não adianta ele ir à aula e ficar sonhando com a festa. "Os pais têm o papel de ensinar os filhos a gerir o tempo de estudos", afirma Adilson Garcia, do Vértice. - O excesso de atividades e o adolescente
- Aulas de música, de artes plásticas, balé, capoeira, teatro, xadrez, futebol, natação, vôlei, inglês, espanhol... Os cursos extracurriculares são ótimos para a formação dos jovens - aumentam as referências culturais, proporcionam momentos agradáveis fora da escola e propiciam amizades diferentes. Mas energia tem limite. O excesso de aulas extracurriculares, esportes e afins pode reduzir as horas de descanso e, consequentemente, prejudicar os estudos. Adolescentes sobrecarregados não aprendem nada direito e se desconcentram mais facilmente.
Escrito por ESSA às 09h06
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Como a escola deve trabalhar?
"Os adolescentes têm as suas individualidades. Alguns conseguem ter muitas atividades e ainda ir bem na escola, outros precisam de mais tempo para estudar", explica a coordenadora Isabel Tremarin do Anchieta de Porto Alegre. Para começar a escola tem de Muitas vezes, a própria escola oferece atividades extracurriculares, que são opcionais para os alunos. É o caso do Anchieta, de Porto Alegre, que tem atividades de voluntariado e escolinhas esportivas no contraturno. Mas é importante que ela não incentive que os alunos participem de todas as atividades, apenas daquelas pelas quais eles têm interesse.
O que a família pode fazer?
Não sobrecarregue o jovem. Perceba qual é o ritmo dele e cuide para que as atividades extracurriculares sejam momentos de prazer e não novas exigências. Segundo a educadora Evely Boruchovitch, uma atividade física três vezes por semana e uma atividade intelectual, como um curso de línguas, são o suficiente. "O adolescente precisa ter tempo ocioso", completa.
Para saber mais: Depois da aula: Desenho, música, futebol, inglês... Defina, com seu filho, o que é mais apropriado para fazer fora do horário do colégio
- O choque de gerações e o adolescente
- "O que os pais e os coordenadores pedagógicos veem como problema, os adolescentes não veem", afirma Lino de Macedo, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com o psicólogo, o choque de gerações é um dos principais problemas enfrentados na adolescência e, muitas vezes, acaba causando conflitos em casa e na escola. O uso do boné na escola é um exemplo. "Está na moda e os jovens gostam de usar, mas muitas escolas proíbem, por considerarem uma peça informal demais", diz Macedo. Em casa, isso acontece quando o adolescente passa a agir de uma maneira que não agrada aos pais. "Os adultos não gostam de ver códigos familiares 'traídos'. E isso acaba gerando conflito", completa Macedo.
Como a escola deve trabalhar?
É natural que os adolescentes pensem de forma diferente dos professores. A escola deve estar preparada para lidar com isso sem transformar essa situação em uma grande celeuma. Os professores devem respeitar a individualidade do adolescente, que, por sua vez, deve respeitar as regras estipuladas pela escola.
O que a família pode fazer?
Segundo psicólogos e educadores, os conflitos muitas vezes acontecem por culpa dos próprios pais, que não sabem lidar com a juventude dos filhos. "Hoje os velhos querem parecer jovens e os jovens querem parecer velhos", afirma Lino de Macedo. "Quando os filhos entram na adolescência, muitos pais percebem que estão envelhecendo, o que causa um certo sentimento de inveja", explica Evely Boruchovitch. Por isso, é importante que você compreenda o seu papel na família e entenda as atitudes do seu filho. Lembre-se que você já foi jovem um dia. Mas, se achar que o seu filho realmente está exagerando, não deixe de conversar com ele sobre o que não está lhe agradando. "É sempre melhor conversar", aconselha Evely.
Para saber mais: Como entender sua mãe e fazer com que ela também a entenda? Tudo isso sem brigas e discussões... - Necessidade de se identificar com o grupo
- "Quem sou eu como pessoa, adulto ser humano? É isso o que todos se perguntam ao entrar na adolescência",diz o professor Lino de Macedo. Ao deixar a infância, o adolescente descobre que existe uma individualidade na sua existência. É normal que ele procure definir quem é e, muitas vezes, até mude de estilo e comportamento ao passar da puberdade. "Nessa idade é importante pertencer a um grupo. Os jovens fazem coisas como mudar a cor do cabelo, beber e assumir comportamentos diferentes de uma hora para outra com esse objetivo", explica Lino de Macedo. O resultado é que, muitas vezes, essa mudança de comportamento pode acabar atrapalhando os estudos. Muitos, inclusive, veem um desempenho ruim na escola como uma maneira de entrar para um grupo.
Como a escola deve trabalhar?
O ideal é que a escola não reprima as tentativas dos adolescentes de adquirir uma identidade. Segundo Isabel Tremarin, coordenadora do Colégio Anchieta, emos, naturebas, roqueiros e alternativos podem conviver bem na escola. "Aqui, a restrição que fazemos é ao uso de roupas curtas", conta. Mas essa liberdade dada ao estudante deve vir acompanhada dos limites ou seja, as regras ou combinados que a escola estabelece ou combina a priori. Mudanças nas regras podem existir desde que isso não afete o sistema pedagógico e que seja conversado com antecedência.
O que a família pode fazer?
"É muito importante ser honesto, falar o que incomoda e o que não incomoda", afirma Evely Boruchovitch. Segundo ela, o adolescente tem a necessidade de experimentar diferentes identidades. O melhor, nesses casos, é observar se há algo que realmente está atrapalhando os estudos do seu filho. Se ele pintou o cabelo de verde, mas continua indo bem na escola, talvez não haja motivo para preocupação. Use sempre o bom-senso. - Descoberta da sexualidade
- É natural que os adolescentes pensem muito em sexo, afinal é nessa faixa etária que eles têm suas primeiras experiências. Em geral, os primeiros amores são saudáveis. Mas há casos em que as paixões da adolescência causam problemas. "Tínhamos um aluno que vinha sofrendo bullying. Ele era bonito, as meninas gostavam dele. Isso incomodava os outros garotos", conta Adilson Garcia, do Colégio Vértice, em São Paulo (SP).
Como a escola deve trabalhar?
"A sexualidade precoce já virou um fenômeno normal. O grande problema é o exagero", diz Isabel Tremarin, do Colégio Anchieta. Segundo ela, os pais são chamados para uma conversa quando a escola percebe excessos. "Quase sempre, há algum problema maior por trás", conta. É importante também que a escola faça um trabalho de prevenção e conscientização durante toda a vida escolar do aluno. "Achar que um jovem não terá vida sexual é pura ilusão. Por isso, é preciso fazer um trabalho de conscientização que abranja tanto os riscos de contração de DSTs quanto a importância do uso da camisinha", afirma Evely Borcuhovitch. O que a família pode fazer?
Para evitar que as paixões, namoros e ciúmes da adolescência prejudiquem o desempenho do seu filho, é preciso tratar o amor e o sexo como algo natural. Converse com ele, ajude-o quando ele tiver dúvidas, mas deixe claro que a escola não é o lugar ideal para namorar. "Os pais devem ajudar os filhos a separar o tempo para o namoro e o tempo para estudo. Com organização, é possível fazer tudo", diz Evely Boruchovitch. Além disso, os pais, assim como a escola, devem trabalhar na prevenção e orientação.
Para saber mais: Crianças e adolescentes estão descobrindo a sexualidade e os limites do próprio corpo. Como ajudá-los a enfrentar essa fase tão importante da vida sem mitos nem atropelos - As drogas e o adolescente
- As drogas, talvez, sejam o problema mais grave entre todos os citados pelos especialistas. A adolescência é a fase em que o ser humano está mais vulnerável. Por isso, muitos são facilmente seduzidos pelas drogas. O resultado é que o tema substâncias ilícitas já faz parte da rotina de muitas escolas. Uma pesquisa da Unesco mostrou que 10% dos alunos das escolas públicas brasileiras afirmam haver tráfico de entorpecentes nas escolas.
Como a escola deve trabalhar?
A escola deve investir na prevenção. Uma boa solução é ter programas de valorização da vida, que alertem sobre os perigos das drogas. "Trabalhamos com a prevenção durante toda a vida escolar dos alunos", conta Isabel Tremarin, do Anchieta. Além disso, manter o diálogo aberto com os pais é importante, principalmente quando se detecta um possível envolvimento de um aluno com algum tipo de droga, pois só a família pode descobrir qual é o grau do envolvimento. "É preciso tentar descobrir se tudo não passou de uma mera experimentação ou se o adolescente precisa da ajuda de profissionais", recomenda Evely Boruchovitch, professora da Faculdade de Educação da Unicamp.
O que a família pode fazer?
É importante conscientizar, mas nunca exagerar sobre os efeitos da droga. "Mensagens exageradas causam ansiedade e não funcionam como prevenção", afirma Evely Boruchovitch, da Unicamp. Também é importante evitar escândalos caso descubra que o seu filho está envolvido com drogas. "Se o jovem contar que tomou um porre e a mãe ou o pai tiver um ataque, ele nunca mais conta nada", alerta a educadora. "Nessas horas, o mais importante é trabalhar a autoestima do adolescente", completa.
Converse sempre com o seu filho, aproxime-se e mostre que as drogas não vão torná-lo uma pessoa mais legal e extrovertida (pelo contrário!). Faça-o perceber que é muito melhor se divertir sem elas.
Para saber mais: Especialista indica as atitudes mais importantes para afastar os filhos da maconha e de outras drogas
Escrito por ESSA às 09h05
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Nós e as grandes frustrações de nossos filhosEnquanto eles são pequenos, nós os protegemos. A coisa muda de figura, porém, quando nos vemos diante de um adolescente em crise por causa de uma desilusão amorosa ou de uma reprovação no vestibular. Nesses momentos, o desafio é ajudar sem pisar na bola ou ferir uma suscetibilidade ainda à flor da pele Iracy Paulina SEMPRE TEMOS RECEIO DE INVADIR O MISTERIOSO MUNDO DAS LÁGRIMAS. Mas dor de filho dói em dobro na gente. Especialmente quando ele já não é criança e, ao ensaiar os primeiros vôos, sofre o baque de uma frustração. Na adolescência, dar colo não funciona mais e, então, parece que quase tudo o que tentamos fazer atrapalha. A puberdade é um período de tempestade. Costumamos dizer que, nessa fase, o jovem vive o luto pela perda da infância, além da angústia da adaptação às transformações do corpo", observa a psicóloga Erane Paladino, autora do livro O ADOLESCENTE E O CONFLITO DE GERAÇÕES NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. "As grandes decepções exacerbam a instabilidade própria da adolescência, e os pais precisam se desdobrar para apoiar os filhos fragilizados." UM DOS TRAUMAS mais comuns é o fim de m relacionamento amoroso. A estudante Lívia Honório, hoje com 21 anos, passou por isso há um tempo. O rompimento de um namoro que começou quando tinha 17 anos a deixou arrasada. "Do nada, ele quis terminar", conta. "Meu mundo caiu. Só desejava me trancar no quarto e reler as cartas que trocamos." Sua mãe fazia o possível para consolá-la. Pedia que chorasse à vontade, contasse tudo o que estava experimentando, não guardasse segredos. Lívia se sentiu amparada. Só ficava magoada quando ouvia o refrão: "Você vai conhecer outras pessoas, um amor se cura com outro". Era um não-reconhecimento da profundidade dos sentimentos da filha. Escondia certo ar de superioridade - a conclusão de que só os adultos sabem o que é amar. "Para mim, naquele momento, era impensável acreditar que um dia viria a gostar de outro homem. Só queria que respeitassem minha dor." Segundo a psicóloga Arlete Gavranic, palavras de consolo costumam cair no vazio se acompanhadas de conselhos do tipo "saia, vai ser bom para você" ou "faça sso, faça aquilo". A educadora Nivea Gomes Basile, iretora da escola Vesper Estudo Orientado, em São aulo, concorda: "Uma decepção nessa fase é vivida com muita intensidade e não adianta dizer 'essa dor passa'. A mensagem que o jovem recebe é outra - seu sofrimento está sendo menosprezado". Às vezes, a solidariedade se expressa melhor com um gesto de carinho, acompanhado de um respeitoso silêncio, que dispensa conselhos. "Quando entra em crise, o adolescente espera alguém disposto a escutá-lo, sem querer ensinar nada." ENSINAMENTOS e palavras de mesmo a última coisa que o estudante Alexandre Rici, 23 anos, desejava ouvir logo que foi colocado diante da notícia da morte de seu pai, seis anos atrás. "A gente nunca imagina perder o pai ou a mãe aos 17 anos. Tive um choque tremendo, me revoltei. Se alguém tocava no assunto, eu caía no choro. Por isso, me isolava." A mãe, Odysseia Fonseca Rici, 59 anos, sentia-se impotente: Em um primeiro momento, ele ficou muito agressivo até comigo. Saía pela cidade com o carro do pai sem carteira de habilitação. Tentei proibir, mas o Alexandre não me obedecia. Só me restou então vender o automóvel". Ela precisou também gerenciar os problemas que o adolescente começou a ter na escola: ele não se entendia com os professores, tirava notas baixas e quase repetiu de ano. "Eu e minha mãe nunca fomos de conversar e percebi que ela também estava abalada. Preferi me abrir com minha irmã mais velha. Ela estava sofrendo, mas, de todos nós, sempre foi a mais forte", conta Alexandre. Com esse ombro para chorar sua dor, ele superou o impacto inicial da perda e controlou a agressividade. Para Odysseia, o primeiro ano, muito sofrido, parecia não acabar nunca. Agora, o pior já passou. Sinto que meu filho amadureceu bastante." A psicóloga Erane reconhece: "Leva tempo superar a morte de um ente querido. Temos que viver esse luto, compartilhar a dor com a família, assumir que essa ausência é difícil para todos". NA CASA da pedagoga Maria Isabel Kartalian, 46 anos, a poeira ainda não baixou. Mas o problema foi outro. No ano passado, por um ponto, Mariana, 17 anos, a mais velha de seus quatro filhos, não passou para a segunda fase da Fuvest, o vestibular para a Universidade de São Paulo. De tão triste, ficou uma semana largadona no sofá, sem forças para reagir. "Ela sempre foi uma menina doce e, de repente, se transformou: ficou muito agressiva, não conversava direito comigo", recorda a pedagoga. Mariana é a primeira a admitir: "Eu não queria nem olhar para a cara dela, pois lembrava logo do vestibular. Tinha bronca de tudo e de todos. A minha reação exagerada também me irritava. Parecia uma coisa tão boba... Por que me mostrar tão alterada?"
Escrito por ESSA às 08h59
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Nós e as grandes frustrações de nossos filhosEnquanto eles são pequenos, nós os protegemos. A coisa muda de figura, porém, quando nos vemos diante de um adolescente em crise por causa de uma desilusão amorosa ou de uma reprovação no vestibular. Nesses momentos, o desafio é ajudar sem pisar na bola ou ferir uma suscetibilidade ainda à flor da pele Iracy Paulina DE ACORDO com a psicóloga Erane, a agressividade pode sinalizar uma auto-estima muito baixa ou alta demais. "No primeiro caso, o jovem sofre por acreditar que a falha confirma sua incompetência. No segundo, como se acha o máximo, morre de raiva por não ter conseguido." Aos poucos, Mariana começou a se acalmar, se tornou mais receptiva, e Isabel aproveitou a brecha. "Dou mais atenção a ela. Sem forçar a barra, procuro arrumar programas, almoçamos fora só as duas, incentivo-a a sair com os amigos. Faço com que valorize o que possui e não fique só ligada no que perdeu." Mesmo assim, Mariana teve recaídas: quando soube que seus amigos tinham passado na segunda fase da Fuvest, chorou um dia inteiro. "A gente quer morrer ao ver um filho sofrendo, mas tento me controlar. Quando não é possível, me tranco no quarto e também choro. Sei que, se minha menina perceber, ficará muito infeliz", diz Isabel. POIS É, os pais ajudam também quando simplesmente não atrapalham nem sobrecarregam o adolescente com expectativas. "Pai e mãe podem torcer, mas a batalha é apenas do filho. Se ele notar que seu eventual fracasso causará uma decepção, sofrerá em dobro", assegura o psiquiatra Içami Tiba, autor de ADOLESCENTES: QUEM AMA EDUCA. Esse era o grande medo da estudante Mariana Gusmão, 21 anos, ao se ver em apuros nos primeiros dias dos seis meses de intercâmbio que foi fazer em Nova Orleans, nos Estados Unidos, quando tinha 17 anos. A escola em que ia estudar suspendera as aulas naquela semana, e a família que a acolheu trabalhava fora o dia inteiro. Conclusão: Mariana jejuava até à noite, sem liberdade para procurar comida na geladeira. Desejou voltar correndo para o Brasil, mas temia decepcionar os pais. Quando não agüentou mais, ligou para a mãe, a empresária Vera Lúcia Gusmão, 56 anos. "Ela chorava lá e eu aqui. Não tive dúvidas: disse que podia voltar, que não ficaríamos frustrados", lembra Vera. Ouvindo isso, a garota sentiu-se apoiada e conseguiu se acalmar e enfrentar as dificuldades até o fim. "Há assuntos que dá para resolver numa conversa com as amigas. Mas, quando a gente se sente encurralada, tem mais que procurar a mãe, a pessoa que nos vai dar carinho incondicionalmente", diz Mariana. QUANDO superadas, as frustrações têm um lado positivo, garante Erane Paladino. Servem para estimular a musculatura emocional de nossos teens. "Os adolescentes de hoje vivem a cultura da satisfação imediata: é a era do fast food, do corpo ideal conseguido com lipos, do acesso ao mundo pela internet. Dentro de casa, não são poucos os pais que relutam em estabelecer limites para os filhos, limites que criam condições para que eles amadureçam e assumam responsabilidades. Com tudo isso, percebo que muitos deles parecem sentir mais o baque do que os de nossa geração, embora as fontes de decepção sejam as mesmas." Nivea Basile acrescenta: "Ao aprender a superar o sentimento de fracasso e a dar a volta por cima, o jovem fortalece a confiança em si mesmo e afia as armas para enfrentar situações difíceis no futuro". NÃO CAIA NESSA EU NÃO FALEI? Risque essa frase do repertório de estratégias para lidar com as frustrações de seu filho.É o caminho mais rápido para fechar a porta ao diálogo."Além disso,servirá para colocar o jovem ainda mais para baixo",diz a educadora Nivea Gomes Basile. Menos ansiedade É difícil pedir paciência a uma mãe que vê o filho sofrendo,mas crivá-lo de perguntas não é a melhor tática."O importante é mostrar disponibilidade para ouvi-lo quando estiver pronto para conversar.Assim não se sentirá tão desamparado,o que já será um conforto",afirma a consultora educacional Andréa Ramal. Não expresse pena Mostrando que tem pena dele, você acentua em seu filho a sensação de fragilidade. E também passa a idéia de que não podemos sofrer desse jeito nunca,quando precisamos ensinar que é justamente o contrário:a tristeza faz parte da vida e temos de aprender a lidar com ela", explica a psiquiatra Junes Melles Megre. COLABOROU FERNANDA QUINTA | REALIZAÇÃO NORIS MARTINELLI/PRODUÇÃO SYLVIA RADOVAN/CABELO E MAQUIAGEM SANDRO BORGES/MODELO SAMUEL ARINS, FORD* Seu filho está na adolescência? Participe desta comunidade (Mães de adolescentes)* Mães e filhos superando difíceis barreiras (Adolescentes gays - Como as mães estão encarando a questão)Leia em Saúde!:* É tempo de sua adolescente visitar o ginecologista. Como tratar esta questão? (Está na hora!)
Escrito por ESSA às 08h57
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Nós e as grandes frustrações de nossos filhosEnquanto eles são pequenos, nós os protegemos. A coisa muda de figura, porém, quando nos vemos diante de um adolescente em crise por causa de uma desilusão amorosa ou de uma reprovação no vestibular. Nesses momentos, o desafio é ajudar sem pisar na bola ou ferir uma suscetibilidade ainda à flor da pele Iracy Paulina
Escrito por ESSA às 08h56
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Não se engane: álcool, fumo e remédios são drogas. E seu filho corre perigoAos 12 anos. É cedo assim que nossos adolescentes começam a experimentar essas substâncias que causam dependência e podem ser a porta de entrada para outros tipos de droga. Veja como prevenir e tratar o problema Suzana Lakatos e Fábio Mello Quando se pensa em drogas, poucas famílias percebem o perigo de substâncias que estão ao alcance do adolescente, às vezes na própria casa, como bebida, medicamento e cigarro. O fato de serem legais faz com que os riscos sejam minimizados e cria um terreno propício para o uso precoce. “No mundo, o período crítico dessa iniciação é dos 12 aos 16 anos, mas no Brasil ela se concentra entre 12 e 14 anos”, aponta o pneumologista Sérgio Ricardo Santos, coordenador do Núcleo de Apoio à Prevenção e Cessação do Tabagismo (PrevFumo), da Unifesp. Além da precocidade, o padrão de consumo também preocupa.
Dois estudos sobre o perfil e a ingestão de drogas no país trazem dados importantes. A boa notícia é que a incidência da experimentação vem diminuindo graças a fatores como o aumento de informação por parte da população, maior inclusão escolar e o envolvimento crescente das escolas na prevenção; a má é que os relatos de uso freqüente (seis ou mais vezes no mês) nesse grupo aumentaram. O II Levantamento Nacional sobre o Consumo de Drogas Psicotrópicas entre Estudantes do Ensino Fundamental e Médio da Rede Pública nas 27 Capitais Brasileiras, de 2004, e o II Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, abrangendo as 108 maiores cidades brasileiras e publicado em 2007, foram conduzidos pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), do departamento de psicobiologia da Unifesp, sob supervisão do professor Elisaldo Carlini. Ele lembra que as drogas, lícitas ou ilícitas, causam dependência e fazem mal à saúde.
Escrito por ESSA às 08h55
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