Música digital vai mudar radicalmente de formato DANIELA ARRAIS da Folha de S.Paulo O futuro da música digital está diretamente ligado à experiência do consumidor. Baixar MP3 para o celular, comprar discos via iTunes ou ouvir bandas por meio do MySpace são atividades que fazem parte do presente. Mas em poucos anos esse cenário irá mudar radicalmente, na opinião de Gilles Babinet, criador da Sawnd, empresa francesa que gerencia conteúdo musical. A primeira mudança significativa já ocorre no âmbito da produção de música. As outrora poderosas gravadoras, que mantinham total controle sobre o gerenciamento de um artista, estão condenadas a desaparecer, segundo Babinet. Ou, no mínimo, devem ficar bem menores. "O tamanho não é mais uma vantagem na área da música. Selos pequenos, que atuem de uma maneira intensa na internet, vão ser bem sucedidos em um futuro próximo." Para ele, o grande desafio que a música digital enfrenta hoje é o de encontrar um meio de proporcionar uma experiência significativa para o usuário, seja por meio de dispositivos fixos ou móveis. E para que isso aconteça, artistas terão que pensar no seu produto como algo muito mais amplo. "Nós vamos concordar em pagar mensalidades para ouvir música, desde que a experiência seja fascinante. Ter um empresário que entenda de internet é obrigatório", diz Babinet, citando como exemplo a banda Black Kent, que era desconhecida e, por conta da sua atuação na internet, já conseguiu ter vídeos vistos mais de 6 milhões de vezes. "Graças à boa música, mas também graças ao bom marketing on-line." Fim do MP3 Babinet afirma que o MP3 começará a desaparecer a partir de 2010. "Isso porque se trata de um formato antigo, criado há 20 anos, com qualidade de som limitada. O MP3 funciona para download, mas o crescimento de oferta de serviços em streaming [em que não é preciso baixar o conteúdo] pode combater sua predominância." Em cinco, dez anos, a maioria dos usuários da Europa e dos Estados Unidos terá feito assinaturas de serviços que oferecem música. "Vídeos vão se firmar como uma nova maneira de ouvir música, especialmente por conta do crescimento de plataformas de vídeos de música em alta definição, que ainda não existem", diz ele. "Interação das bandas com sua comunidade de fãs será o padrão", acrescenta.
Escrito por ESSA às 17h41
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Meta voluntária estará na lei do clima, afirma governo MARTA SALOMON da Folha de S.Paulo, em Brasília Numa mudança de estratégia do governo, começaram a virar lei ontem os compromissos de corte de emissões de gases de efeito estufa anunciados na semana passada. Com a condição de que o corte teria caráter "voluntário" e seria baseado nas emissões de carbono estimadas para 2020, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concordou em que a redução entre 36,1% e 38,9% das emissões fosse mais do que um manifesto de intenções e ganhasse status de lei. O texto da emenda à Política Nacional de Mudanças Climáticas foi aprovado ontem pela Comissão de Infraestrutura do Senado. "Discutimos palavrinha por palavrinha: não é uma meta, é compromisso voluntário, sem obrigatoriedade, sem monitoramento", afirmou a relatora Ideli Salvatti (PT-SC). | Efe |  | | Começaram a virar lei ontem os compromissos de corte de emissões de CO2 |
A mudança de última hora na estratégia do governo e do relatório de Ideli foi negociada com os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), além de assessores da Casa Civil. A mudança é uma resposta à disposição da senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata ao Planalto e indicada relatora na Comissão de Meio Ambiente, de transformar a redução das emissões em compromisso legal e obrigatório. "É claro que tem um ingrediente interno, ninguém discute que a Marina deu holofote à questão", disse Ideli, que negocia levar o projeto da política do clima diretamente ao plenário do Senado, sem passar pela comissão na qual Marina é relatora. A justificativa é aprovar a lei antes do início da conferência de Copenhague, em dezembro. Porta-voz do aval de Lula, Minc reconheceu o peso do "efeito Marina" na decisão. "Obviamente iria haver emendas e não tínhamos como ir contra: ficaria a ideia de que o governo não queria ver o compromisso concretizado em lei." Segundo Minc, uma vez incluído em lei, o compromisso de redução é para ser cumprido. "Se não cumprir, será uma desmoralização total e absoluta", sustentou. "Na minha cabeça, a palavra "voluntário" não significa que o compromisso não seja obrigatório, diz apenas que a motivação é autônoma". Após longa disputa interna, o governo anunciou na última sexta a disposição de cortar a emissão de até 1,052 bilhão de toneladas de gás carbônico dos 2,7 bilhões que poderiam ir anualmente para a atmosfera em 2020 caso nada fosse feito. Os números anunciados representam um corte de 10% a 15% nas emissões de CO2 do país em 2005. O governo resiste, porém, a assumir compromisso com base nas emissões já medidas. Prefere considerar emissões futuras, cuja verificação é menos precisa. Marina Silva disse à noite que insistirá em vincular o compromisso às emissões registradas em inventário oficial: "Ficaram algumas fragilidades, que vamos tentar aperfeiçoar". Como país em desenvolvimento, o Brasil não tem obrigação de cumprir metas de redução de gases-estufa. Pelo Protocolo de Kyoto, apenas os países desenvolvidos estão submetidos a metas. A Comissão de Infraestrutura também aprovou ontem a criação de fundo para financiar cortes nas emissões. O fundo receberá dinheiro da indústria do petróleo e deverá contar com R$ 800 milhões por ano.
Escrito por ESSA às 17h38
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Mude o visual dos cabelos com poucoPara sair da rotina e ficar mais bonita, mude alguns detalhes e se inspire nas famosas Nadia Heisler, do R7 Foto por Grosby GroupA atriz de Hollywood Taylor Swift adora fazer baby liss nas madeixas e sempre capricha no visual Todo dia é dia de valorizar o visual. Mas nem sempre é possível ter algum pique para isso, certo? Ainda mais quando é necessário abrir o bolso e gastar dinheiro. Por isso, vale a pena ficar esperta no mundo dos famosos. E nessas horas Hollywood é um prato cheio. As atrizes estão por dentro de todas as tendências e se esforçam para serem estilosas e modernas até mesmo quando o assunto é cabelo. Fazer um penteado diferente pode deixar qualquer jeans e camisetinha básica com um toque de glamour. Para isso, siga algumas dicas de ouro e mude o visual em até dez minutos. 1- Risca de cabelo Como você costuma usar as madeixas? Divididas ao meio? De ladinho? Tudo para trás? Então esqueça isso e mude a risca do couro cabeludo. Esse é um detalhe bem básico, mas que dá muita diferença na aparência. Além disso, os especialistas recomendam dar essa variada para não deixar o cabelo “viciado”. Isso mesmo. Quanto mais você deixa a risca marcada, sem mudar os fios de lugar, mais eles se acostumam a ficar assim e isso pode até gerar calvície no local. Dica do R7: A risca lateral está na moda e pode deixar o visual mais sofisticado. Tente fazer um rabo-de-cavalo com o cabelo dividido dessa maneira ou então um coque banana. Clique aqui e veja um vídeo com sugestões de penteado. 2- Enroladinho Fazer baby liss em algumas mechas pode deixar o look bem romântico. E você pode brincar fazendo cachos mais fechados ou então passar os dedos neles para deixá-los desarrumados, passando um ar mais sexy. Se quiser prender os cabelos, deixe alguns fios estrategicamente soltos e faça baby liss neles. Fácil e lindo! Agora, se os seus cabelos são curtos, clique aqui e veja como deixá-los com um volume sensual e algumas ondas marcadas, exatamente como será tendência no verão 2010.  Fotos: Grosby Group 3- Acessórios quase invisíveis Não tem coragem de sair com uma flor na cabeça? Nunca usou uma tiara mais grossa? Então que tal investir em mínimos detalhes? Uma fivelinha de uma cor mais chamativa ou uma tiara bem fina podem deixar qualquer look mais charmoso. Além dessas opções, para levantar o visual, conte com a ajuda de tiarinhas de silicone ou algumas faixas bem finas, apenas para deixar o penteado mais estiloso. Você consegue encontrá-las em lojas de acessórios femininos ou até mesmo em lojas de tecidos e retalhos, pois lá é possível achar estampas e cores interessantes para fazer a sua própria faixinha. As cores dourada e prateada combinam com tudo!
Escrito por ESSA às 17h35
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Lua Nova quer dar mordida grande nas bilheteriasFilme bate tecorde de vendas de ingressos antecipados Foto por Grosby GroupLua Nova é um dos filmes mais esperados de 2009 LOS ANGELES (Reuters) - Os observadores de Hollywood acham que o romance de vampiros Lua Nova poderá abocanhar quase 100 milhões de dólares nas bilheterias dos cinemas quando estrear neste fim de semana, tendo uma das maiores aberturas da história para filmes que estreiam fora da temporada do verão nos EUA. Lua Nova, que estreia sexta-feira nos EUA, Canadá e outros mercados, incluindo o Brasil, é a sequência criada pelo estúdio independente Summit Entertainment para o sucesso do ano passado Crepúsculo, que superou as expectativas ao arrecadar 69,6 milhões de dólares em seu primeiro fim de semana. Exatamente um ano depois, ninguém se surpreenderá se Lua Nova tiver uma estreia grande na América do Norte. A dúvida diz respeito às dimensões. O filme acompanha o romance entre a estudante Bella Swann e o vampiro Edward Cullen, além da amizade de Bella com o lobisomem Jacob Black. Lua Nova já tem uma base de fãs garantida devido ao primeiro filme e aos milhões de leitores dos livros da série Crepúsculo, de Stephenie Meyer, sobre o qual os filmes se baseiam. - Tenho expectativas enormes para o filme", disse Paul Dergarabedian, presidente da divisão de bilheterias do site de cinema Hollywood.com. "Não digo que o filme vá superar isso, mas uma abertura de 100 milhões de dólares no fim de semana é totalmente viável." Jeff Bock, analista de bilheteria da firma Exhibitor Relations, também acredita que Lua Nova possa arrecadar quase 100 milhões de dólares, e uma fonte próxima do estúdio Summit disse que o filme pode render quase 85 milhões. Lua Nova vai estrear em 4.024 salas nos EUA e Canadá, número que não é recorde mas que supera bastante os 3.500 cinemas habituais para a maioria dos lançamentos. Se Lua Nova vender 100 milhões de dólares em seu fim de semana na estreia na América do Norte, chegará perto dos 102 milhões arrecadados por Harry Potter e o Cálice de Fogo, que estreou em novembro de 2005 e lidera as paradas de maior fim de semana de estreia fora da temporada do verão em Hollywood, que se estende de maio a agosto e costuma ser repleta de blockbusters. A Fandango.com e a Movie.Tickets.com, que vendem ingressos online, disseram que Lua Nova teve as maiores vendas antecipadas de ingressos de todos os tempos. O filme é incomum em termos de provável blockbuster porque é carregado de romantismo e atrai as mulheres jovens, elementos que não costumam estar presentes em outros megassucessos como Homem Aranha e Transformers, que visam atrair principalmente rapazes adolescentes e são repletos de ação e efeitos especiais. Em pesquisa informal feita pela Fandango.com, 66 por cento dos entrevistados disseram que a maior atração de Lua Nova é sua história de amor. Jeff Bock disse que Crepúsculo teve público 75 por cento feminino quando estreou no ano passado e que, se Lua Nova tiver um pouco mais homens que isso entre seu público, vai superar o sucesso de Crepúsculo - -coisa que outros observadores de bilheterias acham provável. - As garotas vão arrastar seus namorados para ver Lua Nova, disse Dergarabedian.
Escrito por ESSA às 17h32
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Kristen Stewart gostaria de ser mais próxima dos fãsAtriz vai ao programa de Conan O´Brien divulgar Lua Nova e revela detalhes pessoais Do R7 Foto por Grosby Group
Kristen Stewart e Robert Pattinson encontram fãs no evento de quadrinhos Comic-Con, em julho Kristen Stewart anda passando de programa em programa para divulgar A Saga Crepúsculo: Lua Nova. E dessa vez, o talk show a receber a atriz foi The Tonight Show, com Conan O´Brien. Durante entrevista, a atriz revelou que dos produtos divulgados da saga, a que mais a surpreendeu e de uma certa forma a assustou, foi a roupa intíma de Taylor Lautner, o Jacob. O rosto do ator foi estampado em calcinhas, assim como o de Robert Pattinson. Sobre a sua boneca, Kristen não se acha parecida com ela, inclusive no quesito seios. A boneca é mais turbinada que a atriz. Kristen, ainda contou sua mania de não conseguir terminar frases e como isso a incomoda. Quando perguntada como lida com os fãs, ela disse que isso, ás vezes, é assustador, até porque a falta de tempo e o seu próprio nervosismo atrapalham uma relação mais próxima com eles. - Quando eu vejo um fã chorando, eu queria poder fazer alguma coisa a mais, dar alguma coisa, sei lá, um sapato talvez, mas o máximo que consigo é dar a mão. Lua Nova chega aos cinemas nesta sexta-feira (20),nas salas do mundo inteiro.
Escrito por ESSA às 17h31
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Metallica se apresenta no Brasil em janeiro de 2010Shows serão em 28 e 30, em Porto Alegre, no Estádio Zequinha de Abreu, e em São Paulo, no Estádio do Morumbi Foto por Divulgação
Os shows serão feitos em Porto Alegre (28), no estádio Zequinha de Abreu, e em São Paulo (30), no Estádio do Morumbi A produtora Cie Brasil confirmou nesta quinta-feira (19) que o Metallica tocará no Brasil em 28 e 30 de janeiro. Os shows serão feitos em Porto Alegre (28), no estádio Zequinha de Abreu, e em São Paulo (30), no Estádio do Morumbi. Desde de 1999 o Metallica não vem ao Brasil. Agora, o grupo chegará ao país para fazer os shows da turnês World Magnetic Tour, cheia de músicas dde seu último álbum Death Magnetic, lançado em 2008. Os ingressos para os shows dessa turnê esgotaram nos EUA, Inglaterra, Suécia, Canadá, Alemanha, Bélgica, França e Holanda, e, só em 2009, teve mais de 70 apresentações.
Em São Paulo, a pré-venda exclusiva para clientes dos cartões Credicard, Citibank e Diners acontece entre 24 e 30 de novembro. As vendas de ingressos para o público serão abertas dia 01 de dezembro, a partir da 0h, pela internet no site da Ticketmaster, a partir das 9h pelo Call Center (4003-8282), a partir das 10h, nos pontos de venda espalhados pelo país, e a partir das 12h, na bilheteria oficial do show, localizada no estacionamento anexo do Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17.981 — Santo Amaro). Para o show no Morumbi, o valor dos ingressos para a pista é de R$ 250,00 e para a pista vip é R$500,00. Há a opção de cadeira inferior (R$ 250,00) e cadeira superior (R$ 300,00). As arquibancadas do Morumbi também estarão disponíveis nos valores de R$ 150,00 (Arquibancada Laranja), R$ 170,00 (Arquibancada Azul / Vermelha) e R$ 190,00 (Arquibancada Vermelha Especial).
Em Porto Alegre, a pré-venda exclusiva para clientes dos cartões Credicard, Citibank e Diners acontece entre 26 de novembro e 02 de dezembro. As vendas de ingressos para o público serão abertas dia 03 de dezembro a partir da 0h, pelo site da Ticketmaster, a partir das 9h, pelo Call Center (4003-8282), a partir das 10h nos pontos de venda espalhados pelo país, e a partir das 11h, na bilheteria oficial do show, localizada na Loja Multisom, rua dos Andradas, 1001 – Centro.
Para o show no Estádio Zequinha, o valor dos ingressos para a pista e arquibancada é de R$ 120,00 (1º lote) e R$ 140 (2º lote) e para pista vip é R$ 250,00. O ingresso para cadeira custará R$ 160.
Escrito por ESSA às 17h30
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Circuito Mineiro de Xadrez Escolar 2009/2010 2ª Etapa – EE Deputado Manoel da Costa (B.Hte, 14 de novembro) Classificações Finais:Cat. “A” (1ª e 2ª séries) – Feminino Pos. Nome Instituição Ptº Berg. Vit. 1 Ana Clara Silva Gonçalves Colégio Sant/'Ana 1 0.00 1 2 Stephanny Cristine O. Das Neves EM Lídia Angélica 0 0.00 0 Obs: Beatriz Inácio De Oliveira EM Lídia Angélica – Campeã da Cat. “B” - Feminino Cat. “B” (3ª e 4ª séries) – Absoluto Pos. Nome Instituição Ptº M.M. M.T. Berg. Progr. 1 Vitor Hugo Campos De Sousa Esc. Sandoval Soares Azevedo 5 8.5 12.5 12.50 15.0 2 Paulo Alexandre R. Pinto EM Lídia Angélica 3.5 9.0 15.5 8.75 12.5 3 Pedro Ernani De Oliveira Campos EM Lídia Angélica 3.5 8.5 15.5 9.25 11.5 4 Thales Lisboa Ferraz Colégio Cesário Alvim 3 8.5 14.0 7.00 9.0 5 Vinícius Vieira Mascarenhas SESI/GOBA 3 6.5 12.0 4.50 9.0 6 Anderson Leonardo S. Borges EE Dep. Manoel da Costa 3 6.0 9.0 3.00 6.0 7 Caio Araújo Fernandes De Souza Cat. A EM Lídia Angélica 2.5 6.5 11.5 4.75 7.5 8 Gustavo Gonçalves De Sousa EE Dep. Manoel da Costa 2.5 6.5 11.5 3.75 7.0 9 Handrique Ferreira Gomes EE Dep. Manoel da Costa 2.5 6.0 10.0 2.25 5.0 10 Espezzialy Raphael O. Souza EE Dep. Manoel da Costa 2 7.5 13.0 5.00 8.0 11 Joseph De Souza Melnik EE Dep. Manoel da Costa 1.5 7.5 14.0 3.75 6.0 12 Mateus Antônio Da Cruz EE Dep. Manoel da Costa 1.5 7.5 13.0 1.25 5.0 13 Wallisson L. Dos Santos EE Dep. Manoel da Costa 1 8.0 15.0 0.00 1.0 14 Erick Adriano Da S. Souza EE Dep. Manoel da Costa 0.5 4.5 8.5 1.25 2.0 Obs: Caio Araújo Fernandes De Souza EM Lídia Angélica – Campeão da Cat. “A” - Absoluto
Escrito por ESSA às 10h41
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A nova literatura 
A Eletric Literature (www.electricliterature.com e @electriclit) está tentando mudar o jeito como as coisas funcionam entre literatura e mundo digital. Sob o lema de "usar novas mídias para distribuir e levar as histórias a um lugar de destaque na cultura popular", ela é uma espécie de revista feita de literatura ficcional.
Na prática, o jeito de fazer multimídia funciona assim: a revista literária é distribuída para leitores eletrônicos, iPhone e em versões de áudio. E, a partir do dia 30 de novembro, eles têm um novo projeto: o escritor Rick Moody vai twiitar uma história ao longo de três dias.
Sobre a iniciativa, conversei com Scott Lindenbaum, professor universitário e um dos editores da revista. Veja a entrevista na íntegra:
FOLHA - Antes de tudo, vocês podem me dar umas dicas sobre o que vocês lêem na internet? O que está no leitor de feed de vocês?
SCOTT LINDENBAUM - Nós gostamos do therumpus.net e do htmlgiant.com para discussões vivas sobre literatura. O Teleread.org é uma excelente fonte de informação sobre publicação on-line. E a gente lê dezenas de blogs excelentes sobre literatura, muitos para listar aqui.
FOLHA – Agora vamos do começo. Como surgiu a ideia de criar uma revista com caráter multimídia? Vocês são jornalistas?
LINDENBAUM – Nós não somos jornalistas, apesar de Andy Hunter, o editor-chefe da Electric Literature, ter sido editor-chefe da revista Mean, em Los Angeles, por um bom tempo há alguns anos. Nós nos conhecemos em um programa de literatura ficcional da Universidade Brooklyn, em Nova York. Nossa primeira aventura de publicação juntos foi em uma revista anual da universidade, a Brooklyn Review. Essa experiência nos deu acesso a pessoas motivadas e criativas interessadas em criar uma comunidade literária viva. Mas, também na universidade, tivemos contato com a difícil realidade de se publicar literatura ficcional. Mais uma vez, nos disseram que vender coleções de pequenas histórias se tornou uma quase impossível e que vários jornais literários estavam em perigo, com pequena ou nenhuma distribuição oficial. Invés de nos amedrontar com isso, decidimos tomar uma direção mais ativa. Com a Electric Literature, estamos trabalhando para criar um tipo de canal para as pequenas histórias de ficção que nós gostaríamos que existisse.
FOLHA – O negócio já está se pagando ou vocês têm outros empregos? Vocês estão conseguindo viver (financeiramente falando) da ideia?
LINDENBAUM – Nós temos tido bastante sorte pela atenção que ganhamos da mídia em tão pouco tempo de existência. Como resultado, nós tivemos sucesso financeiro e, se continuarmos assim, poderemos pagar tudo o que foi investido em cerca de um ano. Mas a criação da Electric Literature é um trabalho de amor. Todos que trabalham para a revista, incluindo nós dois [os dois editores, Lindenbaum e Andy Hunter], são voluntários sem pagamento que acreditam no que estão fazendo. Se você contar, existem mais de 30 pessoas que dão seu tempo ao projeto, porque eles querem se assegurar que a literatura permaneça viva no mundo digital. Nós esperamos que um dia a revista seja uma publicação auto-sustentável, mas até lá todos nós temos outros empregos. Eu trabalho como professor na Universidade do Brooklyn e Andy é escritor e editor para uma ONG das Nações Unidas.
FOLHA – Como vocês vêem a junção da literatura com o mundo digital?
LINDENBAUM – Os aparelhos de novas mídias, como o iPhone e os vários leitores eletrônicos que estão se tornando disponíveis (sem mencionar a internet em si), mudaram totalmente o jeito como a informação é levada aos leitores. Nós gostamos de pensar que essa colisão da literatura com as plataformas digitais não cria um conflito e sim uma oportunidade. Invés de limitar a distribuição da palavra escrita, nós estamos agora em um ponto no qual o leitor pode escolher não apenas o que quer ler, mas como quer ler. Então, a chave para ter um novo modelo tem várias vozes, onde várias opções simultâneas estão disponíveis ao leitor. Nós acreditamos que a proliferação do conteúdo gratuito, as pessoas estão dispostas a pagar uma pequena quantia por “filtros confiáveis” – editores que irão encontrar o melhor e entregar para eles. Nós cobramos US$ 0,99 por história e usamos o dinheiro para pagar os escritores.
FOLHA – Qual é o futuro das novas mídias na visão de vocês? Para onde estamos indo?
LINDENBAUM – Agora estamos falando de várias opções de novas mídias, como elementos separados, mas talvez no futuro todos esses elementos proporcionem uma única experiência de leitura. Nossos vídeos do YouTube são colaborações artísticas que nós ajudamos a acontecer entre nossos escritores e artistas e músicos. A flexibilidade para entregar conteúdo pelas novas mídias está começando a permitir que mais cruzamentos em um único documento. Melhores livros eletrônicos estão começando a ficar mais comuns, e essas são as primeiras sombras das coisas que estão por vir no mundo da publicação. Estamos orgulhosos em sermos pioneiros. Enquanto o padrão para que os leitores esperam de “livros” evolui, nós estamos perto deles para descobrir estas demandas.
FOLHA – Qual vocês acham que será a próxima febre, depois do Twitter?
LINDENBAUM – É difícil de dizer. Nós sabemos que Samuel Beckett foi assistente de James Joyce por um tempo. A história é que ele teve que transcrever uns rascunhos de Ulisses. Eu gosto de imaginar que depois de estar tão profunda e intimamente envolvido com a reescrita de um livro, cujo objetivo parece ser capturar a face da consciência ao longo de um único dia, que ele não teve outra escolha a não ser cortar a abordagem de Joyce adotando um estilo superreduzido que ele continuou usando ao longo dos anos. Eu acho que não existe uma razão para pensar que, se os sites que deram destaque os blogs, aos microblogs, aos status de Facebook, e agora aos tweets, que nós não vamos mudar de direção a não ser que a redução esteja completa. Algo menor está por vir, provavelmente até quando essa entrevista for publicada. Na verdade, agora existe um projeto online chamado Smith Magazine, que ostenta ser o lugar da “biografia de seis palavras”.
FOLHA – Agora queria que você falasse um pouco da experiência com o Rick Moody. O que ele deve fazer exatamente nessa experiência literária no Twitter?
LINDENBAUM – Rick tem sido um dos meus favoritos autores contemporâneos, e é ótimo o quanto ele tem apoiado nossos esforços para encontrar novas maneiras de entregar pequenos contos para a cultura popular. Essa história no Twitter foi ideia dele. De várias maneiras, o Rick é o autor perfeito para levar um projeto de escrever uma história específica para o Twitter. Ele é um ótimo contador de histórias. A história "Wilkie Fahnstock: The Boxed Set", por exemplo, foi escrita em forma de liner notes [uma espécie de texto de encarte de álbuns de música]. Algumas de suas histórias têm evitado algumas importantes marcas de pontuação, como o ponto final. De um jeito, uma história contada através do Twitter deve ajudar a descobrir exatamente quanta atenção para linguagem um autor de contos precisa ter. Pela limitação -140 caracteres por frase-, ele é forçado a prestar uma grande atenção à cada palavra, e ter um impulso criativo para usar a limitação ao seu favor. E, no final das contas, como Rick diz: “é tudo uma questão de frases.”
Escrito por ESSA às 19h02
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Jeitos de procurar Aprenda a procurar palavras-chave que foram popular por um tempo, que são populares agora e que serão populares no futuro. O guia foi feito pelo Quick Online Tips. Veja os básicos: - Palavras populares por um tempo no passado: Para isso, você pode usar o Google Adwords Keyword Tool. Segundo o blog, você digita antes uma categoria menos específica (carro foi o exemplo dado pelo Quick) e vê, no resultado, o que as pessoas já falaram sobre o assunto e encontra outras combinações da categoria que estão sendo buscadas. - Palavras populares agora: Para encontrar o que está acontecendo agora, as dicas são o Google Trends e o Trending topics do Twitter. - Palavras que serão populares no futuro: Neste caso, você precisará organizar e cruzar os dados obtidos nas duas últimas dicas. É um exercício arriscado e sem muita garantia, onde você vê o que já foi e está sendo falado para projetar o que vem por ai. Não entendeu direito? Dê uma olhada nos exemplos usados pelo blog.
Escrito por ESSA às 19h01
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Futuro 
Com o fim do ano se aproximando, especialistas começam a opinar sobre como a internet será daqui para frente. O site Noupe fez uma lista de cinco tendências para a internet que devem fazer parte do nosso cotidiano em cinco anos. São elas: 1) Micropagamentos para conteúdo de qualidade 2) Monitores mais amplos para visualizar conteúdo horizontal em sites 3) Revistas com formatos mais interativos, que incluem Wiki e vídeos digitais 4) Conteúdo mais colaborativo, feito em tempo real 5) Mais conteúdo semântico e aplicativos que os explorem Leiam o texto completo, em inglês: http://www.noupe.com/trends/the-future-of-the-web-where-will-we-be-in-five-years.html
Escrito por ESSA às 19h00
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Com preço mais baixo, videogame Zeebo inicia vendas em todo o Brasil O console Zeebo, que até então era vendido apenas na cidade do Rio de Janeiro e por meio da internet, começa a ser vendido em todo o território nacional, a partir desta segunda-feira (16). De acordo com a assessoria de imprensa da Tectoy, fabricante do videogame, houve um abatimento no preço: antes oferecido por R$ 399, agora o console sai pela quantia de R$ 299. A empresa informa ainda que, até o Natal, outros 15 novos jogos estarão disponíveis para download, a partir de R$ 9,90. Além do Brasil, o Zeebo é vendido no México, e usa rede 3G para download dos games. Mais informações sobre o Zeebo e todos os outros produtos da Tectoy estão disponíveis em www.tectoy.com.br. | Divulgação | |  | | Tectoy anuncia o lançamento nacional do Zeebo, que até então era vendido pela internet e no RJ |
Escrito por ESSA às 18h56
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Dinamarca sugere prazo de 2010 para pacto climático definitivo A Dinamarca, anfitriã das negociações da ONU sobre mudanças climáticas que acontecem em Copenhague em dezembro, propôs nesta segunda-feira (16) que o final de 2010 seja o novo prazo fixado para a conclusão de um acordo sobre emissões de gases estufa que obrigaria legalmente os signatários a cumprirem seus termos. O primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, sugeriu no domingo que a conferência de Copenhague, seriamente enfraquecida por obstáculos, vise alcançar acordos políticos sobre cortes nas emissões e financiamento, mas que seja adiada a redação de um tratado que obrigue seus signatários legalmente a cumprir os dispositivos. O presidente dos EUA, Barack Obama, cuja dificuldade em fazer aprovar um pacote interno sobre mudanças climáticas em seu país vem sendo um dos principais obstáculos ao fechamento de um acordo global, aderiu rapidamente ao plano proposto pela Dinamarca. A ministra dinamarquesa do Clima e da Energia, Connie Hedegaard, disse que os países ainda poderão acordar medidas sobre elementos chaves como reduções nas emissões de gases estufas pelos países desenvolvidos e novos financiamentos para ajudar os países em desenvolvimento. Ela disse que a cúpula de dezembro deve fixar um prazo final claro para a definição e assinatura de um texto legal completo. Há negociações programadas para Bonn em meados de 2010 e para o México em dezembro de 2010. Realista "Talvez um prazo final realista seja o encontro do México, mas isso depende de quão longe as partes vão avançar nas questões cruciais", disse ela a jornalistas. Hedegaard disse que as negociações que terão lugar em Copenhague vão tratar dessas questões, incluindo cortes nas emissões e finanças. A Dinamarca quer que os líderes mundiais assinem um "acordo político" cujo texto tenha entre cinco e oito páginas. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse em uma cúpula da ONU sobre alimentos, em Roma, que o pacto climático é crucial para combater a fome global, na medida em que as mudanças climáticas prejudicam a produção agrícola nos países pobres. "Não pode haver segurança alimentar sem segurança climática", disse ele. "No mês que vem, em Copenhague, precisamos de um acordo abrangente que forneça uma base firme para um pacto legalmente compulsório sobre mudanças climáticas." China A China, que está sendo pressionada para restringir o aumento de suas emissões, apesar de sua expansão industrial ser muito recente, disse que está "estudando" a proposta dinamarquesa de adiamento do pacto definitivo. Mas deixou claro que está ansiosa por amarrar pontos que já foram acordados em princípio relativos a transferências de tecnologia e financiamento de países industrializados há muito tempo para o mundo em desenvolvimento. "A China acredita que, não importa a forma que seja tomada pelo documento a ser acordado em Copenhague --este deve consolidar e ampliar o consenso e os avanços já feitos em negociações sobre mitigação, adaptação, transferências de tecnologia e outros aspectos", disse o Ministério do Exterior chinês na segunda-feira. Os países pobres insistiram que é possível fechar um acordo definitivo em dezembro, embora Obama e a maioria dos outros líderes pense que essa possibilidade já deixou de existir, especialmente porque é pouco provável que o Senado americano aprove até dezembro as leis que vão impor limites às emissões de carbono. 'Acreditamos que um acordo internacional legalmente definitivo ainda é possível', disse à Reuters Michael Church, ministro do Meio Ambiente de Granada, que preside a Aliança de Estados-Ilha Pequenos, formada por 42 países.
Escrito por ESSA às 18h54
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05/01/2009 - 12h07 Veja como "Dom Casmurro" se tornou um marco e entenda Machado de Assis; leia trecho de livroEscrito por um dos maiores especialistas brasileiros no assunto, o volume "Machado de Assis", da coleção "Folha Explica", da Publifolha, trata de toda a produção machadiana --romances, novelas, contos, crônicas, teatro e poesia. O primeiro capítulo pode ser lido abaixo. A obra de Alfredo Bosi reúne, também, o pensamento dos principais críticos acerca da obra de Machado de Assis e explica a estrutura, o enredo e a as características das principais personagens dos romances "Memórias Póstumas de Brás Cubas", "Quincas Borba", "Esaú e Jacó", "Memorial de Aires" e "Dom Casmurro". Bosi é professor titular de literatura brasileira da USP (Universidade de São Paulo). Escreveu também "Machado de Assis: O Enigma do Olhar" e "Literatura e Resistência", entre outros livros. Como o nome indica, a série "Folha Explica" ambiciona explicar os assuntos tratados e fazê-lo em um contexto brasileiro: cada livro oferece ao leitor condições não só para que fique bem informado, mas para que possa refletir sobre o tema, de uma perspectiva atual e consciente das circunstâncias do país. * Confira a introdução do "Folha Explica Machado de Assis": Caminhos da Crítica Machado de Assis é considerado o melhor romancista brasileiro. E, à medida que a sua obra for traduzida para as principais línguas cultas, crescerá a probabilidade de seu nome incluir-se entre os maiores narradores do século 19. A sua estatura ombreia-se com a de alguns contemporâneos que alcançaram renome internacional: Zola, Maupassant, Verga, Eça de Queirós, Thomas Hardy, Henry James, Tchekhov. Entre nós, o reconhecimento do valor da ficção machadiana já se fez em vida do autor. Os principais críticos literários do seu tempo, Sílvio Romero e José Veríssimo, definiram --negativa e positivamente_- as linhas mestras da fortuna crítica. Um grande escritor, mas menos brasileiro do que seria de desejar: era a avaliação de Sílvio Romero1. Um escritor profundo, introspectivo, universal: era a consagração de Veríssimo, que fecharia a sua História da Literatura Brasileira (1916) com um longo capítulo sobre Machado. Assim, a mesma ênfase na excelência da sua escrita, qualidade que conquistaria o consenso de todos os leitores, dava margem a juízos diferenciados, conforme o critério fosse nacionalista ou estético. A crítica posterior matizou e afinal corrigiu as avaliações restritivas de Sílvio, mostrando com fartos exemplos a presença do Brasil, sobretudo do Brasil fluminense, escravista e patriarcal, em toda a obra de Machado. Com o tempo, o que o patriotismo romântico achara escasso, o historicismo sociológico passou a considerar como a substância mesma das situações e das personagens construídas pelo romancista. Convém repensar o problema. Os vários métodos de interpretação do texto ficcional já acumularam suficiente lastro teórico para não se regredir a visões estereotipadas de um dos criadores mais complexos da nossa literatura. A escrita de um grande narrador trava uma luta, às vezes em surdina, com certas vertentes ideológicas e estilísticas do seu meio e do seu tempo: daí ser preciso acompanhar de perto o seu ponto de vista, que não só representa como rearticula, exprime e julga a matéria da sua observação. A fortuna crítica de Machado nos ajuda a rever o mapeamento do seu universo (esfera da mimesis), mas também nos chama para compreender o pathos e o ethos peculiar que lhe deram uma voz inconfundível no coro dos nossos narradores. Pouco depois da morte de Machado, em 1908, leitores atentos como Alcides Maia e Alfredo Pujol insistiram na presença do humor predominante na segunda fase da sua obra, que se abre nos anos de 1880 com as Memórias Póstumas de Brás Cubas e os contos de Papéis Avulsos. Influências inglesas foram igualmente apontadas por ambos, vindo sempre à baila os nomes de Swift (1667-1745) e Sterne (1713-68). Entretanto, menos do que a procedência européia, interessa notar a vinculação, que se constatou desde o início, do humor machadiano com a sua visão pessimista da História e da Natureza. Uma leitura de cunho naturalista buscou na vida do autor as causas desse pessimismo: a timidez, a morbidez, certos traços esquizóides, a gagueira, distúrbios oculares, em suma "a doença e constituição de Machado de Assis", título da obra clínica de Peregrino Jr., datada de 1938. Mas, se hoje parece não ter restado nada, ou quase nada, dessas tentativas de etiologia do humor de Machado, ficou, sem dúvida, o reconhecimento da expressão artística de uma difusa melancolia que permeia os enredos e os comentários desenganados do narrador. O que caiu de moda, até segunda ordem, foi a identificação de uma gênese psicossomática desse tom fundamental. Augusto Meyer e Barreto Filho A melhor crítica dos decênios de 1930 a 1950 concentrou-se no significado imanente das formas do humor, do tédio e daquele nonsense joco-sério tão entranhado na linguagem da segunda fase de Machado. O que Augusto Meyer e Barreto Filho exploraram nos seus ensaios poderia ser descrito como tentativas de leitura fenomenológica, embora nenhum deles faça praça do método. A caracterização que Augusto Meyer faz do homem subterrâneo é, nesse sentido, exemplar2. Atrás da "pseudo-autobiografia" de Brás Cubas ou do conselheiro Aires, ambos forjadores de memórias, póstumas ou tardias, opera um espírito de dúvida ou negação que relativiza todas as certezas e deita por terra as mais caras ilusões do leitor daquele tempo e do nosso. É essa voz, ou, antes, são os "cochichos do nada", que o crítico-poeta soube escutar e nos transmitir. Para tanto, forjou conceitos lapidares. Por exemplo, o "perspectivismo arbitrário" de Brás Cubas, matriz do capricho que alinhava bizarramente as confidências do defunto autor. Ou a "atenção divertida e frouxa" que o narrador de Esaú e Jacó dá aos sucessos políticos do fim do Império e do início da República, meros pretextos que bóiam à superfície do texto romanesco. Outros achados: "a necessidade da renovação pelo esquecimento", tema do Memorial de Aires, onde les morts vont vite (vão-se os mortos depressa) e com eles os velhos. Enfim, a ociosidade "como o verdadeiro clima da obra romanesca" nas páginas da maturidade --conceito rico que funde o social e o psicológico, mas que nos faz perguntar por que os pensamentos dos rentistas desocupados dos romances se parecem tanto com as reflexões céticas do próprio Machado de Assis cronista dos anos 1880 e 1890. Com igual mestria, Augusto Meyer detém-se no trato analítico de personagens e situações, pondo em relevo o cinismo de Brás, "solteirão desabusado", a loucura progressiva de Rubião, a sensualidade coleante de Capitu, a perpétua hesitação de Flora. E, voltando como leitmotiv, aquela "nota monocórdia" do narrador, que intervém com digressões escarninhas ou apenas desconcertantes. Atento aos mínimos movimentos da escrita, Meyer desenhou o mapa interno da mina onde ainda hoje escavam os melhores leitores de Machado. Em termos de interpretação, a leitura de Barreto Filho vale por ter-se fixado em um núcleo de significados: o espírito trágico que enformaria a obra inteira de Machado, guiando os destinos para a loucura, o absurdo e, no melhor dos casos, a velhice solitária3. A matéria-prima da análise existencial de Barreto Filho é o sentimento do tempo, que suscita indefectivelmente a pergunta sobre o sentido da vida e da morte. Assim, embora seja rica de informações históricas, a Introdução a Machado de Assis acaba situando o roteiro ficcional do autor em um plano metafísico. A mesma tendência já encontrara prenúncios em Afrânio Coutinho, autor de uma Filosofia de Machado de Assis (1940). Não foi essa, porém, a vertente predominante na segunda metade do século 20, quando se buscou dar solidez à figura de um Machado de Assis brasileiro, sensível às contradições de nossa história social. A Construção De Um Machado Brasileiro A íntima relação entre o escritor e a sociedade brasileira do seu tempo começou a ser desvendada, como era de esperar, mediante a exploração sistemática da sua biografia. A primeira, e até hoje a melhor de Machado de Assis, foi escrita em 1936, por uma romancista estimável, dotada de singular acuidade psicológica, Lúcia Miguel Pereira4. Embora o seu foco de interesse fosse, em primeiro lugar, o homem Machado com as suas peculiaridades de temperamento e caráter, a biógrafa teve o cuidado de marcar a situação de classe, que, no caso, se configurou como um fenômeno de passagem. O menino Joaquim Maria nasceu em 1839, em uma quinta no morro do Livramento, de pai mulato (neto de escravos) e mãe vinda ainda criança dos Açores com a família que migrava. Era um casal de agregados que recebia trabalho e proteção de uma rica viúva, dona Maria José de Mendonça Barroso, cujo marido fora senador no Primeiro Reinado. Dona Maria José foi escolhida para madrinha de Joaquim Maria. Aos dez anos, o menino fica órfão de mãe e, aos 15, entra em sua vida a madrasta, Maria Inês, que era mulata como seu pai e que, segundo alguns biógrafos, teria sido uma verdadeira mãe. No entanto, e aqui começa a armar-se o esquema psicossocial de Lúcia Miguel Pereira, nem bem entrado na adolescência, Joaquim Maria sai da chácara e muda-se para a cidade, dando as costas definitivamente à família e ao subúrbio onde até então vivera como dependente. O rapazinho iria superar, pelo talento e pelo mérito de um esforço ininterrupto, a barreira da classe social a que suas origens humildes poderiam tê-lo relegado. Mas não se cortam impunemente os laços com o passado: os seus primeiros romances modelariam personagens determinadas a subir na vida, como Guiomar, em A Mão e a Luva, e Iaiá Garcia, no romance de mesmo nome. A ambição, misturada com um tanto de ingratidão e dureza nas relações familiares, seria racionalizada e, a rigor, justificada pela voz do narrador como necessária à sobrevivência da personagem. Segundo a intérprete, as figuras femininas que lutam obstinadas para vencer naquele contexto patriarcal dos meados do século seriam travestimentos da alma do jovem Machado, que nelas projetaria o drama recalcado da sua própria ascensão social. Daí por diante, hipocrisia, ingratidão e, no limite, traição seriam motivos recorrentes nos seus romances. A dinâmica social se interioriza e se faz psicologia individual. O narrador tem aguda consciência das forças modeladoras do meio. Sem essa consciência, alerta e sofrida, não seria, aliás, possível a formação do humor machadiano, que morde e sopra, levanta a máscara e logo a afivela de novo para subtrair a evidência, mas deixando em pé a suspeita. A interpretação de Lúcia Miguel Pereira tem o mérito, ainda hoje não excedido, de fundir classe social, posição do indivíduo e estrutura psicológica diferenciada sem inflar nenhum dos componentes dessa tríade, sinal de um equilíbrio de método que a crítica puramente sociológica e o psicologismo não conseguiriam alcançar. A construção do Machado brasileiro teria uma carreira longa e afortunada. Para os que negavam a presença da natureza tropical no seu cenário fluminense, Roger Bastide, sociólogo dotado de fino tacto literário, compôs um ensaio notável (em 1940) realçando a força das descrições de paisagens em quase todas as suas narrativas. Para os que acusavam Machado de absenteísta ou alheio aos problemas nacionais, Astrojildo Pereira, pioneiro nos estudos marxistas brasileiros, escreveu uma série de textos que comprovam o permanente interesse de Machado pelos assuntos locais, além das suas sempre citáveis afirmações da "unidade nacional" e do "instinto de nacionalidade". O ensaio antológico "Romancista do Segundo Reinado", que é de 1939, acompanha de perto os nexos "entre o labor literário de Machado de Assis e o sentido da evolução política e social do Brasil". 1 - Machado de Assis: Estudo Comparativo de Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: Laemmert, 1897. 2 - Machado de Assis. Porto Alegre: Globo, 1935. 3 - Introdução a Machado de Assis. Rio de Janeiro: Agir, 1947. 4 - Machado de Assis: Estudo Crítico e Biográfico. São Paulo: Nacional, 1936.
Escrito por ESSA às 18h52
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Lua Nova invade as telas em cinco diasAtor Robert Pattinson, o vampiro Edward, já revelou que não é nada romântico Segundo filme, baseado na obra de Stephenie Meyer, entra em cartaz no dia 20 de novembro Falta menos de uma semana para o filme mais comentado dos últimos tempos invadir as telonas do mundo inteiro. Lua Nova, que é a sequência de Crepúsculo, está causando furor entre as adolescentes e as mídias.
Inúmeras matérias, fotos e curiosidades do filme ocuparam capas e capas de jornais e revistas de diversos países desde que seu primeiro projeto foi lançado. Tal fenômeno, estava longe de ser previsível e Lua Nova chegará aos cinemas com o dobro de investimento e mais recursos de efeitos especiais disponíveis.
A febre foi tão grande que chegou a incomodar alguns atores, como o caso de Robert Pattinson, o vampiro Edward Cullen na saga. Recentemente, ele teria dito que a fama o assustava, mas que aos poucos foi percebendo que sua forte exposição era porque as fãs queriam ter mais proximidade com o personagem e não, exatamente, com ele.
Já Kristen Stewart, a Bella, pouco teve problemas com isso. A atriz pode ter se assustado com o número de pessoas ao seu redor, mas a jovem está aproveitando a fase para entrar de cabeça em causas beneficentes, como a caminhada que pretendia conscientizar e arrecadar dinheiro para o tratamento da diabete juvenil do tipo 1.
Enquanto isso, Taylor Lautner, o lobisomen Jacob, ficou na frente dos holofotes da fofoca, ao que parece ele estaria de namorinho com a cantora Taylor Swift.
Quer saber mais sobre os atores? Confira o glossário que traz a vida e carreira de cada um deles.
Escrito por ESSA às 05h58
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This is It pode virar show do Cirque du SoleilCompanhia demonstrou interesse em fazer montagem inspirada no Rei do Pop Do R7 Foto por Divulgação No filme, os bastidores do show do ídolo A história do lendário último show de Michael Jackson, além de ter ganho as telas do cinema, pode virar mais um dos espetáculos mágicos da companhia circense Cirque du Soleil. Segundo o site americano de entretenimento ShowBiz 411, o grupo baseado no Canadá está se esforçando para convencer os representantes do Rei do Pop que a trupe pode transformar This is It em algo ainda mais incrível. Nesta semana, This is It superou os 200 milhões de dólares nas bilheterias do mundo apenas duas semanas depois da estreia. De acordo com a Sony Pictures Entertainment, o filme faturou 61 milhões de dólares na América do Norte, e mais de 140 milhões em outros mercados. Japão (27,2 milhões de dólares) e Grã-Bretanha (41,3 milhões) foram particularmente expressivos.
Neste momento, o Cirque du Soleil prepara um show inspirado em Elvis Presley. O Viva Elvis entra em cartaz em Las Vegas no próximo mês.
Escrito por ESSA às 05h57
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